A Semana do Meio Ambiente na cidade de Campinas foi marcada por vários eventos e atividades. A estação Guanabara é um dos exemplos a ser citado como “palco” de exposições, atividades e palestras que aconteceram durante a semana. Uma equipe técnica do Centro de Controle de Campinas Zoonoses, Márcia, Florisa, Wellington, estavam com um estande montado com exposição de insetos, larvas e animais peçonhentos e entre outros, para explicar de forma educativa aos visitantes a importância de se conhecer os insetos, as larvas e os animais peçonhentos. Foram mostradas larvas do mosquito da dengue, na água e sem a água, uma verdadeira “aula” compartilhada com os visitantes que também falaram de suas experiências dolorosas em episódios marcados pela picada de escorpião, queimaduras por lagartas, aranha marrom, infectados pelo mosquito da dengue entre outros. Márcia falou sobre os procedimentos a ser seguidos caso alguém seja infectado por qualquer animal nocivo e orientou entrar no site http://www.ccz.campinas.sp.gov.br/ para conhecer mais os trabalhos que são realizados pelo CCZ. “O Centro de Controle de Zoonoses – CCZ – é uma Unidade de Saúde da Secretaria Municipal de Saúde e está vinculada administrativamente e tecnicamente à Coordenadoria de Vigilância em Saúde – COVISA”. O despertar do interesse em saber mais contagiou quem ouviu suas explicações.
Dirce Fernandes Modesto Coletivo Educador Ambiental de Campinas – Coeduca.
Esteve também na estação Guanabara a pesquisadora e palestrante Maria Consolacion Fernandez da Embrapa/DF que falou de plantas medicinais, interagiu com os ouvintes esclarecendo dúvidas e respondendo as perguntas sobre os tipos de plantas, suas origens e poder de cura. A palestrante Maria Consolacion informou que 80% da matéria prima são importadas e essa matéria prima poderia ser conseguida aqui no país, só não se consegue devido às barreiras existentes. Que aconteceram vários encontros e seminários para sair o Decreto Nº 5813, 22/06/2006 que aprova a política nacional de Planta medicinal e Fitoterápico. Comenta também que já se avançou um passo para o uso seguro das plantas, porque hoje, podem ser tratadas as diretrizes. Com muito entusiasmo que contagiava os ouvintes falou de como é rico a sabedoria e percepção dos pajés que se curam com o saber que eles têm, falou do Projeto Farmácias vivas, Farmácia da terra, da interação com o meio ambiente e a diversidade, dos padrões que estão adoecendo a humanidade, da responsabilidade socioambiental, das hortas medicinais nas escolas e como estão os programas de plantas medicinais e fitos terapêuticos no SUS. Devido à greve dos professores da rede municipal professores e crianças não compareceram a essa valiosa palestra. Fica a questão: “Se as crianças não conhecem, elas não se sensibilizarão”.
É a semana do meio ambiente (semeia) foi muito interessante para todos os que participaram, não somente pela diversão que tivemos, pois podemos conhecer pessoas e seus projetos incríveis que talvez nunca teríamos a chance de conhece-los sem essa oportunidade oferecida pelo coeduca. Nunca tinha imaginado que um dia saberia como fazer uma composteira, como reutilizar o óleo de cozinha fazendo sabão. Enfim... A semana do meio ambiente se foi mas não podemos deixar nossos projetos de lado, pois se cada um de nós fizermos um pouco que seja de tudo o que aprendemos lá na semana do meio ambiente já estamos fazendo o bem para que nossos netos e bis netos possam aproveitar o mundo e o meio ambiente como nós aproveitamos ou até melhor quem sabe. Então galerinha vamos lá e não vamos deixar nossos projetos morrer, essa semana temos uma nova reportagem com o secretario do meio ambiente, vamos colocar todos os nossos objetivos nessa reportagem, pois só cobrando uma posição de quem devemos cobrar é que poderemos chegar em algum lugar. Vamos tentar também nosso patrocínio para podermos ir no Rio de Janeiro e continuarmos com o nosso projeto, para podermos passar o máximo de informações possiveis sobre o meio ambiente para o maximo de pessoas. Trabalhar como jornalista na semana do meio ambiente junto com o coeduca, me isentivou a ter mais curiosidade sobre tudo, pois só tendo essa curiosidade irei atrás para descobrir tudo o que eu posso.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Adorei, simplesmente adorei...Fazer parte desse projecto foi muito bom.Pois assim tive conhecimento para poder explicar as outras pessoas como o nosso Meio Ambiente é importante.O Meio Ambiente é muito importante.È preciso preservá-lo,é preciso mantê-lo vivo,pois sem ele somos um caminho perdido.Agradeço a todos os que me fizeram enxergar como a nossa cidade é linda,como Campinas ainda que tenha muita poluição tenha lugares como pude ver, e aprender sobre eles...Pena que tenha muita Poluição! Sabia que tem como reverte essa situação?Em um gesto de carinho e compreensão,onde cada um faça sua parte,preservando a Natureza e a si mesmo.!!
Fui repórter e isso fez com que eu me soltasse mais,assim aprendendo muito mais fácil...
Gente muito obrigado por tudo pela diversão,pelo conhecimento ,amizades,muito obrigado mesmo.
A participação na SEMEIA foi daquelas coisas interessantes que acontecem na vida, que a gente “briga” para acontecer e não sabe no que vai dar. Sei que desde quando surgiu a possibilidade em uma reunião de fazer algo com a educomunicação (um dos itens que participei duas vezes no COEDUCA) e a Débora e a Cida falaram da cobertura, imediatamente pensei no Telêmaco, por dois motivos: precisávamos ganhar força e fôlego com a EA na escola e segundo, o mais importante, porque sempre acreditei que propiciar oportunidade para quem não tem é muito mais apropriado do que validar ações que já tem atenção. Sempre que falamos em EA nas escolas, pensa-se em reciclagem e áreas verdes. Nós que estamos na região do CDHU sabemos o quanto isso é diferente lá, é uma região abandonada pelo grande-centro, sem área de lazer, sem verde (pelo contrário, a cor predominante é terra), muito lixo pelas ruas, comércio improvisado, muita exclusão, mas muita aptidão para mudar (como em qualquer lugar). Obviamente ali não é diferente da maioria dos bairros das regiões periféricas de Campinas, ou da minha própria cidade (Sumaré), mas quando você sente algo, um zelo pelo lugar onde trabalha, estuda ou frequenta, existe vontade e a responsabilidade de melhorar. Não acredito que as pessoas sejam más gratuitamente, creio muito mais que elas ignoram informações e que a maioria das coisas que fazem prejudicialmente são no fundo alguma coisa para compensar algo que faltou de alguma maneira ou em algum momento. E nosso estilo de vida deixa faltar coisas fundamentais, deixa-se esvair os valores, deixa que eles se afrouxem para vivermos “indo”, buscando algo que nem sabemos o que é. Pouca ou quase ninguém acreditava na capacidade de alguns ali naquela escola, não basta dizer que por ser uma comunidade simples, mas pior é o pré-conceito e o pré-julgamento feito pelos que se julgam “superiores”. Acho que com essa pequena amostra do que aconteceu nessa semana, pudemos ter a dimensão de diversas coisas, a persistência, a confiança das e nas pessoas, a responsabilidade, a fé, a competência, o companheirismo; acreditar que as pessoas tem muito para oferecer, basta dá-las a oportunidade para isso. Assim como eu tive a oportunidade de me encontrar na EA, assim como o filme “A corrente do bem”, não posso dar a voz a ninguém, mas posso dar meus ouvidos e meus olhos para o que elas querem e precisam e daí então ajudar a propor alternativas para compartilhar minha ajuda. A EA que acredito é isso deixar que aflore e o que há em nós, tratar como semelhante é respeitar, no mesmo plano. É reconhecer-se gente no outro, assim como dizia o poeta Vinicius de Moraes, em sua bela canção que compõe o vídeo: "Eu não existo sem você". Vamos prosseguir, pois a caminhada é eterna e precisamos continuar, mesmo diante das milhares contradições que permanecem e que nos afrontam e desanimam por todo o caminho.
Participar desse projeto foi incrível, uma experiência que jamais será esquecida, pelos bons momentos de diversão e pelo conhecimento adquirido. Conheci vários lugares que nunca tinha ouvido falar, pensava que toda a mata que existia já tinha sido tomada por ruas e prédios, mas ainda existem esses lugares e também pessoas que se preocupam com o meio ambiente e nessa semana eu pude aprender com eles como respeitar e cuidar da natureza. Mais importante do que adquirir todo esse conhecimento foi ter a oportunidade de passar essa sabedoria para todos nesse blog, fazendo as reportagens dos eventos. Ser um repórter também foi muito interessante, pois isso fez diferença para obter as informações e a participação além da própria acolhida do Coeduca e me tornei mais desinibido, para fazer perguntas e acompanhar as coisas. Quero agradecer muito pela oportunidade de participar de algo tão importante e também muito divertido, pois essa foi a vez que eu mais me diverti aprendendo.
Participamos do COEDUCA - Coletivo Educador Ambiental de Campinas, um grupo de pessoas e instituições que atuam no município de Campinas com ações de educação socioambiental. Esse espaço é voltado para a cobertura da Semana de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Campinas - a Semeia. Professores e estudantes da rede pública serão repórteres-educomunicadores e vão publicar suas impressões no blog. Acompanhe!